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O filho de Deus nasceu em uma gruta no último mês do primeiro ano da nossa era, em Belém. Foi visitado por três reis magos. Certo? Inteiramente errado!
por Catherine Salles - doutora em letras clássicas
Os evangelistas não mencionaram a data do nascimento de Jesus Cristo. Lucas informou que pastores estavam em vigília noturna, guardando o rebanho nos campos, atividades de primavera ou verão no hemisfério norte. Bispos dos primeiros séculos fizeram numerosas especulações; alguns aderiram ao 25 ou 28 de março, outros, ao 19 de abril ou ao 20 de maio.
Convém saber que, até o século IV, os cristãos do Ocidente não comemoravam o nascimento de Jesus. Os do Oriente festejavam no dia 6 de janeiro a “manifestação” de Jesus na terra, chamada de “epifania do Senhor”.
No mundo pagão do século III, o culto de Mitra, também chamado de “Sol Invencível”, adquiriu grande importância no mundo romano. O império promovia, todo dia 25 de dezembro, grandes festas e jogos em homenagem ao dies natalis (dia do nascimento) desse deus.
No século seguinte, para se opor à popularidade desse deus pagão, a Igreja resolveu situar em 25 de dezembro o nascimento de Cristo, o novo “Sol Invencível”. Ou seja, tratou-se de uma decisão política, não relacionada a evento histórico em si.
O ano do nascimento de Jesus é também motivo de debates. Mateus diz que Jesus nasceu no reinado de Herodes, o Grande. Ocorre que esse rei da Judeia morreu no ano 4 a.C. Como poderia Cristo ter nascido antes de Cristo? Mais ainda, como se pode falar em ano 1?
No século VI da nossa era, o monge Dionísio Exíguo empreendeu rigorosíssimos cálculos para determinar o início da era cristã e a fixou em 754 após a fundação de Roma. Ele se atrapalhou notoriamente nesses cálculos e, ademais, não lhe ocorreu a necessidade de um ano zero entre -1 e +1.
Belém e a manjedoura também não estão livres de contradições. O evangelista Marcos escreveu que Jesus era natural de Nazaré, versão confirmada por João. Ocorre que Mateus e Lucas se desviaram do relato histórico e preferiram demonstrar que o nascimento de Jesus constituiu a plena realização de antigas profecias. Eles designaram Belém como o local da natividade devido a uma passagem do livro de Miqueias, escrito muitos séculos antes: “E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és o menor entre os clãs de Judá, pois de ti sairá um chefe que apascentará Israel.”
E a manjedoura? Lucas falou em um quarto de albergue no qual ficaram José e Maria. Mateus evocou uma casa. A “gruta da natividade” foi invenção posterior. Boi e jumento apareceram tardiamente na tradição do Natal, inspirados em versículo do profeta Isaías: “O boi conhece o seu dono; e o jumento, a manjedoura de seu senhor“.
Por fim, os três reis magos também são objeto de controvérsia. Mateus falou em magos, mas eram sábios vindos do Oriente, atraídos por uma estrela brilhante (talvez um cometa). Ninguém disse quantos eram. Só no século VI, um livro armênio dizia que eram três reis e três presentes oferecidos ao recém-nascido: ouro, incenso e mirra. Eles receberam os nomes de Melquior, Gaspar e Baltazar.
De onde vem o Natal que conhecemos? Não se sabe.
Comentário do Blogenaro:
Apesar da conclusão da colunista, o Natal que conhecemos têm origem pagã, como descrevem vários historiadores. No própria Wikipedia, encontramos uma explicação à respeito da natividade. De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício de inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer "cristã". Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.
Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.
Provérvios 10,9a






